segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Humanismo avançado: uma proposta para contestar o pós-humanismo

CONSCIOUSNESS

Não está em jogo “o que faremos” no futuro, mas “o que seremos”

Transitar pela sociedade biotecnológica sem renunciar à “condição humana” não é fácil. O advogado e urbanista Albert Cortina, autor de várias pesquisas sobre pós-humanismo, acredita que estamos no momento “mais crucial da história humana”. E adverte: “está em jogo não o que faremos ou deixaremos de ser, mas o que seremos de agora em diante”.
Nestes tempos hipermodernos e diante da ideologia do trans-humanismo e sua firme intenção de construir uma sociedade pós-humana, emerge o paradigma do “humanismo avançado”, em um contexto de “responsabilidade coletiva”.
O trans-humanismo é um movimento que pretende transformar a condição humana mediante o uso da ciência e tecnologia (às vezes é representado como H+). Ele não só quer melhorar a mente, mas também superar condições que considera “desnecessárias”, como a morte, o sofrimento e o envelhecimento. O termo surgiu pela primeira vez em 1957, mas seu uso se popularizou nos anos 80.
Diante desta proposta de uma mudança revolucionária no projeto humano, Cortina, que é católico e vê a fundamentação do humanismo avançado baseado do humanismo cristão, diz que “estamos a ponto de tomar as rédeas de nossa evolução como seres vivos e isso vai exigir um compromisso ético universal”. Para isso, ele propõe que estejamos atentos a algumas questões:
  1. Convergência de tecnologias emergentes: a proposta dessa convergência é desenvolver um sistema de valores que capacite as pessoas a viver de forma ética e responsável na nova sociedade biotecnológica do século XXI;
  2. Revolução da inteligência: começamos a vislumbrar os primeiros sinais e efeitos dessa revolução, a 4.ª revolução industrial, em que as biotecnologias produzirão “mudanças radicais”, inclusive na própria natureza humana;
  3. Tecnologias emergentes: o desenvolvimento e a convergência da inteligência artificial e das tecnologias emergentes (nanotecnologia, biotecnologia, tecnologia da informação, tecnologia cognitiva, robótica, computação quântica etc) exercerão um impacto direto sofre os seres humanos, sobre a biosfera (esfera da vida biológica) e sobre a noosfera (esfera da mente planetária ou consciência universal);
  4. Capacitação: é preciso nos capacitarmos para “agirmos com responsabilidade tecnológica” diante nesta nova etapa da evolução humana. Em breve, conviveremos em cidades inteligentes com humanos, mutantes, robôs autônomos e com personalidade eletrônica legalmente reconhecida. Por isso, devemos preparar as bases culturais, educativas, psicológicas, ambientais, sociais, políticas, éticas, espirituais neste cenário “inédito” em nossa civilização;
  5. Humanismo avançado: para compreender esta mudança “disruptiva” e construir “urgentemente” uma alternativa, Cortina propõe um “humanismo avançado”, baseado em uma “ética universal integradora dos princípios e valores da humanidade”. Cortina crê que as tradições religiosas e espirituais têm algo a dizer e aposta na “esperança de que vamos fazer tudo dar certo, todos juntos e sabiamente”.


Albert Cortina é professor e pesquisador de ética aplicada ao urbanismo em várias universidades europeias, como a Universidade Politécnica da Catalunha. Também é consultor em inteligência ambiental, biomimética e habitat inteligente. A preocupação de Cortina é que se promova o humanismo avançado a serviço das pessoas, a partir de uma cosmovisão que integre ciência, ética e espiritualidade. “Tudo é permitido, mas nem tudo nos convém”, sentencia Cortina, lembrando que ele crê no ser humano e diz que é um “humano-otimista”.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Mudanças dos últimos tempos

Muitas mudanças ocorreram no mundo nos últimos tempos

1) O *Spotify* faliu as gravadoras;
2) O *Netflix* faliu as locadoras;
3) O *Booking* complicou as agências de turismo;
4) O *Google* faliu a Listel, Páginas Amarelas e as enciclopédias;
5) O *Airbnb* está complicando os hotéis;
6) O *Whatsapp* está complicando as operadoras de telefonia;
7) As *Mídias sociais* estão complicando os veículos de comunicação;
8) O *Uber* está complicando os taxistas;
9) A *OLX* acabou com os classificados de jornal;
10) O *Smartphone* acabou com as revelações fotográficas e com as câmeras amadoras;
11) O *Zip Car* está complicando as locadoras de veículos;
12) A *Tesla* está complicando a vida das montadoras de automóveis;
13) O *E-mail* e a má gestão complicou os Correios;
14) O *Waze* acabou com o GPS;
15) O *5 Andar* está acabando com as imobiliárias que intermediam aluguéis;
16) O *Original* e o *Nubank* ameaçam o sistema bancário tradicional;
17) A *Nuvem* complicou a vida dos *Pen drive*;
18) O *Youtube* complica a vida das tvs. Adolescentes não assistem mais canais abertos;
19) O *Facebook* complicou a vida dos portais de conteúdo;
20) O *Coaching* mudou a forma de aprender, pensar e agir,  levando a um novo modelo mental, gerando resultados extraordinários em um curto espaço de tempo nas organizações;
21) O *Tinder* e similares complicando baladas e "similares";
22) Com o *Banco online* não precisa mais ir até às agências.

E você acha que vai durar quanto tempo seu emprego na forma atual?
...e você quer viver como vivia há 10 anos?

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O que é Positivismo

Positivismo é uma corrente de pensamento filosófico, sociológico e político que surgiu em meados do século XIX na França. A principal ideia do positivismo era a de que o conhecimento científico devia ser reconhecido como o único conhecimento verdadeiro.
O principal idealizador do movimento positivista foi o pensador francês Auguste Comte (1798-1857), ganhando destaque internacional entre metade do século XIX e começo do XX. Segundo o positivismo, as superstições, religiões e demais ensinos teológicos devem ser ignorados, pois não colaboram para o desenvolvimento da humanidade.
De acordo com os princípios de Comte, as primeiras ideias do que viria a ser o Positivismo surgiram como uma ramificação do Iluminismo, a partir das crises sociais que explodiram na Europa no fim da Idade Média e com a chamada "sociedade industrial", marcada pela Revolução Francesa.
O termo "positivo" surgiu pela primeira vez na obra "Apelo aos Conservadores", de 1855, onde Comte descreve o significado da Lei dos Três Estados, ou seja, as etapas pela qual o ser humano passou (e passa) em relação as suas concepções e valorizações da vida:
Teológico: a explicação de fenômenos naturais a partir de crenças sobrenaturais. Busca encontrar o "sentido da vida", onde o imaginário e criatividade humana se sobrepõe à racionalidade.
Metafísico ou Abstrato: é um meio termo entre o estado "teológico" e o "positivismo", pois o homem continua a procura das mesmas respostas das perguntas feitas na fase teológica, no entanto, Positivo: esta etapa não se preocupa com os motivos ou propósitos das coisas, mas sim como acontecem; o processo.
Para Comte, as ciências que deveriam ser consideradas positivistas, pois estão baseadas apenas em análises e observações cientificas, são a Matemática, a Física, Astronomia, Química, Biologia e a Sociologia, que havia sido recém criada e era estudada a partir de dados estatísticos. 


​Características do PositivismoO positivismo acredita que uma teoria só pode ser tida como verdadeira se for comprovada a partir de técnicas científicas válidas.
Outra característica do pensamento positivista é a ideia de ciência cumulativa, ou seja, que transcultural, atingindo toda a humanidade, não importando em qual cultura surgiu ou se desenvolveu.
A ideia do pensamento positivista foi centralizada em sete termos e significados, de acordo com Comte: real, útil, certo, preciso, relativo, orgânico e simpático.


Positivismo no Brasil
Muita gente não sabe, mas o texto que aparece no centro da bandeira do Brasil - "Ordem e Progresso" - foi baseado em ideais positivistas.
Em sua frase original, Comte dizia: "amor como princípio, ordem como base, progresso como objetivo". A partir deste pensamento, surgiu a famosa expressão que está estampada no centro da bandeira brasileira.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Portal do Aluno


Caro aluno,
A Universidade Guarulhos (UnG) inaugura um novo Portal do Aluno, com mais facilidade de acesso, novos serviços e moderno layout.
O acesso não mudou: basta passar o mouse em “Alunos” na página principal e clicar em “Portal do Aluno”. 


Abaixo, uma apresentação sobre o novo portal.
Portal do Aluno



Abaixo, clique para acessar o site da UNG.
www.ung.br